1. Para que aprender os nomes dos ásanas?
— Diego:
Quando eu era aluno novo estudei este assunto e fez toda a diferença para a compreensão do ásana.
Lembro de ter lido o livro 108 Técnicas Corporais e aquilo foi um alívio, pois entendi que não precisava DECORAR mais de 2000 nomes de ásanas.
Mel, você se especializou neste tema (nomes dos ásanas), mas como surgiu seu interesse pelo assunto e como começou a estudar?
— Melina:
Sendo aluna, olhava o livro do Prof. DeRose e parecia um mar incompreensível de técnicas.
Vale observar que comecei os estudos com o seu livro Prontuário, que tem umas 800 técnicas listadas, mas só algo como 80 delas têm fotos. Isso já parecia bem difícil!
Quando fui conseguindo entender e aprender, o livro se ampliou e passou para mais de 2 mil técnicas com foto rsrsrsrs.
Resolvi me dedicar ao estudo e percebi que ao entender a lógica dos nomes, aquilo que parecia complexo, ficava simples.
Ao me tornar professora e ganhar experiência, logo quis montar um curso com este tema. Gosto muito e também sei o quanto faz diferença para o aluno!
2. Autossuficiência e profundidade na prática.
— Diego:
Realmente faz diferença, e lembro bem dessa virada de chave.
Também me deu clareza pra depois poder ensinar aos meus alunos, quando me tornei professor.
Mas por que você diria que faz tanta diferença? Talvez alguém aqui mais novo não consiga enxergar isso… me ajuda a explicar.
— Melina:
Claro!
No início parece muita teoria e, como a vivência do ásana é prática, fica mais vago enxergar por que um aspecto vai ajudar no outro.
Mas na medida em que estudamos e compreendemos melhor (na teoria), conseguimos aplicar tudo isso (na prática) e o resultado fica claro: a vivência é mais profunda, o envolvimento com a prática se fortalece e isso nos estimula a seguir estudando e praticando.
Para um aluno muito novo talvez não faça sentido, até porque ele já está assimilando muita informação, tentando ter conforto na técnica e, até, tentando conseguir respirar!
Mas depois desse momento inicial, se quiser se aprofundar, é indispensável o estudo.
Outro ponto importante é que o conhecimento teórico também nos dá autonomia, pois podemos, sozinhos, buscar soluções e alternativas, bem como diversificar a prática.
— Diego:
Muito bom!! Já passei por isso, você sabe 🙂
Lembrei de um outro aspecto também importante.
Ao saber os nomes não precisa ficar acompanhando toda a descrição da técnica e consegue colocar a atenção na vivência mais invisível do ásana.
Sabemos que essa técnica vai muito além de uma posição corporal, física.
3. Qual o tempo esperado para colher resultados?
— Diego:
E como você diria que é esse momento inicial do praticante? Muitas vezes os alunos novos nos perguntam sobre o prazo para começar a colher resultados da prática.
— Melina:
rsrsrs
Expectativa básica, né?
Sabemos que isso depende muito de uma pessoa para outra, mas acho fascinante a velocidade com a qual o aluno novo já consegue enxergar resultados, não apenas na área física (que é o mais evidente na técnica corporal), mas muito além: atitude positiva, bem estar, concentração e foco, mais disposição e energia no dia a dia.
Claro que tudo isto não segue uma regra fixa. Como disse, depende de cada um.
Da parte do aluno, para progredir, é fundamental: dedicação, constância, compromisso, prática e estudo!
— Diego:
Sim! E uma coisa é treinar o ásana isoladamente, mas esta técnica será muito mais efetiva e melhor aproveitada dentro da prática completa, com respiratórios, meditação e muito mais.
Também depende muito de que tipo de resultado a pessoa espera: massa muscular, alongamento, flexibilidade, mais concentração…
4. Para os mais novos: 3 dicas úteis para começar.
— Diego:
Nestes dias em que estávamos preparando o curso Dando Nome Aos Ásana, conversamos sobre as primeiras dicas para alguém que esteja começando, e até postamos falando brevemente disso. Quer desenvolver mais essas dicas?
— Melina:
Claro!
• O primeiro é fazer uma avaliação médica completa. Isto sempre foi altamente recomendado nas nossas Escolas. É importante saber se o aluno tem alguma restrição, e isso é o médico que vai indicar. Sobre isso, a prática será adaptada, se necessário. A prática do DeRose Method é sempre muito segura!
• Para quem vai praticar em casa, uma segunda dica importante é preparar um espaço confortável. Pode até parecer bobagem, mas o ambiente em que você está tem um grande poder para te ajudar… ou te atrapalhar! Isto vale para a hora da prática, com certeza, mas também vale para a vida: o lar, o ambiente de trabalho… cuide do seu espaço e prepare-o com carinho. Para a prática: prepare um espaço de pelo menos 1x1m… se possível, 2x1. Afaste móveis e quinas duras. Se puder, deixa o espaço montado para a prática. Isso vai te estimular mais a manter a disciplina. Usa sempre o mesmo local! Separa um canto da casa para ser teu ambiente de práticas. Tem mais dicas… mas só pra não demorar muito, vamos lá.
• A terceira dica é: estude conceitos básicos e fundamentais sobre o ásana, para entender melhor como é estruturada a prática. Uma matéria indispensável é sobre o balanceamento da prática. Isto se refere ao tipo de movimento da coluna, principalmente.
Outra regra importante é a de segurança: esforce-se sem forçar!
Nós temos esse conteúdo em vários formatos na nossa plataforma: é a aula Inteligência Corporal, ou o curso com o mesmo nome. A questão é que, tendo esse conhecimento, você pode praticar sozinho, em segurança.
5. Falemos do trabalho com a sistematização de ásanas do livro Tratado.
— Diego:
Perfeito! São boas dicas, para começar. Esse curso, modéstia à parte, ficou muito bom, né? Muito completo.
Mel, nós aqui sabemos que estamos com um segundo curso de ásana pronto para ser lançado logo, e agora o foco são os nomes dos ásanas (a nomenclatura técnica). Sei que é uma especialização tua e, como acompanho teu trabalho de perto, sei como surgiu essa especialização nos ásanas e nas estruturas dos nomes.
Então queria te pedir para contar um pouco mais sobre o teu trabalho com a sistematização dos ásanas para o livro do Professor DeRose.
— Melina:
Claro, um prazer! Vou tentar resumir, pois é um trabalho que vem desde o ano 2002 (21 anos!!), quando eu era aluna ainda, ou professora muito nova.
Tive a oportunidade de contribuir nessa organização de mais de 2 mil técnicas e ajudar o professor DeRose na missão de refazer toooodas as fotos. Isso nos levou também a uma bela revisão dos nomes, para corrigir eventuais erros e principalmente para deixar tudo o mais lógico e claro possível.
Uma estrutura lógica facilita demais o estudo!!
Então foi essa missão: desde aquela época me dediquei a ordenar, reordenar, retirar variações que não eram relevantes, inserir variações mais interessantes, corrigir nomes, pesquisar os nomes em outras escolas e muito mais.
Com esse trabalho, lado a lado com o professor DeRose, tirando dúvidas e recebendo orientação, acabei aprendendo muito.
Compreender a estrutura dos nomes foi um passo fundamental, obviamente.
6. Falemos dos prefixos, radicais e sufixos.
— Diego:
Ah, então já vou aproveitar! Falando em estrutura dos nomes dos ásanas, passa aqui alguma dica para que a galera possa começar a compreender… eu lembro de ter estudado isso no teu livro das famílias de ásana.
— Melina:
Claro!! Vamos lá.
✅ Os nomes dos ásanas são compostos de vários elementos que dão dicas sobre a execução;
✅ No final do nome está a indicação do tipo de técnica. Neste caso, ásana. Esse é o sufixo.
✅ À frente do sufixo está a família, que se refere ao grupo principal das técnicas; esse é o radical.
✅ E no início do nome estão as palavras que indicam a variação do ásana: os prefixos!
É assim que você compõe o nome. Com um pouco de estudo você se familiariza e, logo, conseguirá deduzir a posição a partir do nome… e vice-versa.
Se quiser se aprofundar no assunto conheça o nosso curso Dando Nome Aos Ásanas, que está. disponível aqui no nosso site.