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Dispersão e produtividade


Muito se questiona, hoje em dia, sobre o grau de dispersão e excesso de informação que nos proporcionam as redes sociais e meios digitais como um todo. Concordo no excesso de informação e estímulos, mas na minha opinião isso também abriu inúmeras portas de possibilidades das quais não gostaria de abrir mão.


Quanto vale você poder falar, a qualquer hora, com a família ou amigos que moram a quilômetros de distância?


Quanto vale poder divulgar seu trabalho “de graça”, fazendo lives, stories e similares nas redes sociais?


E quanto vale poder pesquisar informação na fonte, ouvindo diretamente as pessoas envolvidas num acontecimento, sem o filtro que fazem os meios oficiais de notícias?


Por fim, quanto vale poder fazer uma ligação de áudio ou vídeo a qualquer lugar do mundo, sem nenhum custo extra além do plano já contratado?

Pois se focarmos no copo meio cheio veremos que as vantagens são muitas; e como o paladar não retrocede, é bem pouco provável que queiramos abrir mão de tudo isso.


Então vamos direcionar melhor a problemática: como usar as redes sociais e meios digitais de comunicação a nosso favor, para fortalecer e criar vínculos, acessar o conteúdo, mas administrando a dispersão e o excesso de informação para que não seja um problema?

Foco e autoconsciência parece ser a resposta indicada. Usar, sim, mas sem divagar. Ou então divagar, sim, mas porque você quer, e não porque simplesmente se dispersou e se deixou levar.


Já ouvi diversas orientações em relação ao uso do smartphone, pessoalmente prefiro não endossar nenhuma delas. Quero analisar algumas e expor aqui a minha opinião, mas considero que o mais importante é, cada um, se observar e obter uma noção clara de qual é o seu melhor formato.


Sobre os pop ups. Algumas pessoas vão te dar a indicação de configurar o telefone para não ter os clássicos pop ups. Uma indicação válida em termos de ter menos informação chegando e nos interrompendo, sim. Por outro lado, os pop ups nos permitem estar atualizados em relação a qualquer solicitação eventualmente urgente que possamos receber.


De novo, a questão não é a ferramenta em si, mas o que fazemos com ela. Pessoalmente, gosto de deixar todos os pop ups ativados. Não à toa tenho fama de responder rapidamente! Claro que algo pode escapar, mas, em geral, vejo e respondo. Dessa forma, sei que não acumulo coisas para resolver depois! Mas, claro, tudo tem o seu lugar: se estiver numa reunião ou num encontro com amigos, gosto de deixar o celular de lado, sempre que possível, e dedicar a atenção às pessoas com as quais estou. Num passeio, não raro, deixo o telefone no modo avião. 


Assim, praticamente ele é só uma câmera de fotos. Dessa forma, reduzo o gasto de bateria e eventual aquecimento do aparelho, e foco em vivenciar o momento presente. Já quando estou trabalhando, dependendo do trabalho que for posso optar por manter o telefone e os pop ups do meu lado, assim fico de olho e tenho certeza de que não estou deixando passar nada urgente; ou, se precisar de uma cota extra de concentração, apelo ao modo avião novamente, por que não.


Então, voltamos à questão inicial: desenvolver a consciência de saber como utilizar a ferramenta ao teu favor.

Reflita e analise como isso funciona para você. Observe-se no dia a dia. Quantas vezes acontece de estar fazendo um trabalho, ver um pop up, entrar no celular e se perder entre os aplicativos até nem lembrar de por que abriu o celular? Se isso acontece com frequência, então uma boa medida pode ser o modo avião enquanto está trabalhando. Defina seu formato.


Na minha opinião, se você se dispersa por pop ups é porque você não estava realmente concentrado! Uma opção é tirar os pop ups. Outra, treinar a sua concentração! Só não bote a culpa no celular se você estava propenso à dispersão.


Horário certo para usar o telefone. Já ouvi falarem que não deve-se abrir o telefone assim que se acorda: esse é um momento para si, precisa acordar no seu tempo, ter uma rotina matinal etc. e, só mais tarde, ver mensagens. De novo, não me identifico com essas regras fechadas. Se algo não funciona para alguém, não quer dizer se seja a realidade para todo mundo.


Eu gosto sim de ver mensagens ao acordar, até porque a minha família mora longe demais e quero ficar atualizada. Também, tenho vários alunos em outro fuso horário e, quando eu acordo, eles já estão almoçando. Então prefiro ver as mensagens. Mas isso não quer dizer que vou comprometer a minha saúde ou qualidade do dia! Calma, vi mensagens, ok, depois vou fazer outras coisas.


Não leve um nem outro ponto de vista como regra. Observe como é a sua rotina e faça ajustes conscientes. Se você tiver tendência a se dispersar, sim, pode ser útil estabelecer horários e “regrinhas” para se ajudar. Faça isso, teste, ajuste, otimize.



Dispersão e produtividade
DeRose Online Rio 15 de dezembro de 2024

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