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Karma

Com que atitude você encara?

Há um trecho do livro "Karma e Dharma", do Professor DeRose, que traz uma reflexão bem interessante: 

“…qualquer que seja o nosso karma, a liberdade que temos sobre as formas de cumpri-lo é bastante elástica. A sensação de restrição ou impedimento é muito mais decorrente dos próprios receios de mudar e da acomodação das pessoas, do que propriamente da lei de causa e efeito. É como se o cumprimento de um karma fosse uma viagem num transatlântico. Você está inevitavelmente dirigindo-se ao seu destino, entretanto, poderá aproveitar a jornada de diversas maneiras. Poderá cumprir o percurso relacionando-se bem ou mal com os companheiros de viagem. A bordo, terá o direito de tomar sol, nadar, ler, dançar, praticar esportes e namorar. Ou de reclamar da vida, da monotonia, do cheiro de maresia, do balanço do navio, do serviço de camarote, do tamanho da escotilha, do enjoo... Todos chegarão ao destino, de uma maneira ou de outra. Só que alguns se cultivarão e se divertirão bastante no trajeto. Outros vão sofrer. Isso deve-se preponderantemente à percepção de cada um e à sua índole, e não ao karma. Esse é o verdadeiro conceito de karma. O resto é complexo de culpa.”

O Professor DeRose oferece uma perspectiva diferenciada sobre o conceito de karma, afastando-se da visão tradicional de destino fixo e inevitável.

Ele sugere que, embora tenhamos um certo destino devido ao nosso karma, temos, sim, a liberdade de escolher como vivemos essa jornada.

Esta metáfora do transatlântico é particularmente elucidativa.

Em uma viagem, o destino é certo, mas as experiências a bordo dependem das escolhas individuais.

Isso implica que, enquanto alguns podem se queixar de cada pequeno incômodo, outros podem escolher aproveitar ao máximo a jornada, interagindo positivamente com os companheiros de viagem e desfrutando das atividades disponíveis.

Essa visão coloca a responsabilidade das nossas experiências diárias diretamente sobre nós, desafiando a ideia de que somos apenas vítimas do nosso destino. (segue nos comentários)

Em vez disso, enfatiza a importância da nossa percepção e atitude em relação às circunstâncias da vida. Isso pode ser uma libertação para muitos, pois sugere que a qualidade da nossa experiência de vida está, em grande parte, sob nosso controle.

Refletindo sobre esse conceito, podemos aplicar essa filosofia a diversas situações cotidianas.

Por exemplo, em um ambiente de trabalho, podemos nos sentir presos pelas responsabilidades e rotinas diárias.

No entanto, se escolhermos encarar essas tarefas com uma atitude positiva, buscando aprender e crescer a partir de cada experiência, a jornada de trabalho pode se tornar mais prazerosa e enriquecedora.

Esse ponto de vista nos ajuda a lidar com desafios e adversidades de forma mais resiliente.

Em vez de ver os obstáculos como punições ou algo inevitável, podemos encará-los como oportunidades para crescimento pessoal e desenvolvimento.

Uma transformação na maneira como vivenciamos o nosso karma, tornando-nos mais ativos na criação do nosso destino.

Por isso consideramos tão valiosa a reflexão proposta por DeRose sobre karma.

O nosso destino é maleável e, mesmo quando já traçado, como o vivenciamos depende em grande parte de nossas escolhas e atitudes.

Ao adotarmos uma perspectiva mais positiva e proativa, podemos transformar nossa jornada e, assim, cumprir nosso karma de maneira menos sofrida e mais gratificante.

Karma
DeRose Online Rio 19 de março de 2025

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