Uma história
Em 2003 tive um acidente de carro que me deixou na cama por três meses. Alguns médicos me acompanharam, com opiniões diferentes, mas a visão forte de um dos ortopedistas era de que eu não voltaria a fazer apresentações de coreografias do DeRose Method.
Tenho a lembrança de ouvir aquela declaração e, de alguma forma, não assimilá-la. Aquilo não fazia sentido para mim, até porque, em certa forma, parecia uma realidade distante. Eu estava na cama, sem poder andar. Para que me preocupar com isso? Vamos viver um dia de cada vez e depois vemos que acontece.
Do terceiro para o quarto mês comecei a fazer fisioterapia e treinamentos para ficar em pé de novo. Uns dias treinado para ficar em pé, e sentar. Outros dias em cadeira de rodas. Mais alguns usando andador até, finalmente, sair andando sozinha, mesmo com certa fragilidade.
No sexto mês voltei a ministrar aulas práticas. No sétimo consegui fazer a minha própria prática, vivenciando com dificuldade as técnicas. No oitavo, voltei a treinar a movimentação encadeada e, no nono mês do acidente, fiz novamente uma apresentação pública, aliás, na frente de umas duzentas pessoas.
Agora, imagine se eu tivesse me fixado à ideia de que nunca mais poderia treinar ou demonstrar as coreografias!
Os nossos pensamentos podem nos limitar ou nos impulsionar.
Lógico que devemos sempre ter um senso de realidade, mas, quem pode determinar de que somos capazes? Ninguém. Nem nós mesmos.
A força dos pensamentos
Os pensamentos são como pedras: constroem, soterram e matam.
Professor DeRose
Como qualquer outra força, ela deve ser treinada e direcionada para manter o foco, imaginar aquilo que se quer, exatamente como quer que aconteça, e manter essa ideia firme.
Também, como qualquer outra força, pode ser usada para construir ou para destruir. Acontece que ao falar de pensamentos pode parecer algo muito subjetivo… vago… inofensivo.
Será?
Pense em quantas vezes você já declarou “eu não posso isto”, “eu não sou capaz disso”, “eu sou assim, não dá pra mudar”, e tantas outras declarações aleatórias baseadas, apenas, no medo de mudar, no receio de se arriscar a novas experiências.
Convido você, a partir de agora, a mentalizar sem limites. Afinal, para que poupar pensamentos construtivos? Viaje, construa, idealize aquilo que quer. Mentalize sempre positivo, pois é isso que a mente lê claramente (uma ideia, e não a sua negação).
Faça o exercício a seguir todos os dias!
Programação para o sucesso
Todo dia ao acordar, leia o texto a seguir. Se optar por ouvir o texto gravado, sente-se confortavelmente, faça algumas respirações profundas, procure aquietar os pensamentos para, em seguida, focar no conteúdo.
Trecho extraído do livro Tratado, do Professor DeRose
Para mentalizar de manhã, ao levantar
Recebo este novo dia em minha vida com a disposição de ser uma pessoa melhor e mais feliz.
Quero me reeducar gradualmente para servir melhor as pessoas com quem me relacionar neste dia.
Vou aprender mais coisas, realizar algo de bom, regozijar-me com as coisas belas e simples como uma brisa, um raio de sol, um pássaro, uma flor.
Quero ser mais tolerante hoje do que ontem, e amanhã mais do que hoje. Desejo compartilhar as boas coisas, bons pensamentos.
Lembre-se de utilizar este exercício ao longo da semana, em diversos momentos. Faça pausas estratégicas no trabalho e nas atividades.
Este texto é um capítulo do livro Multiplique seu tempo,
(Melina Flores, livro ainda não publicado).